12.01.2005

minha nova paixão

Encontrei-a por acaso e desde o primeiro dia me senti envolvida pelo fascínio de suas tramas. Como uma adolecente fico contando os dias, horas e minutos que me separam de um novo encontro. Já não sei mais falar, respirar, comer, suspirar se não me enebriar no mistério da história que envolve essa arte.
Terça-feira a noite tivemos o grande encontro de todas as apaixonadas. Muitas faltaram, vai ver porque ainda não se entregaram ao grande amor...
Depois de muito tempo, mas muito mesmo, sai sozinha. E com tantas outras, troquei experiências, falamos das dificuldades, daquilo que nos encanta e nos faz ir além.
Minha nova paixão é o tear, sim, sou quase tecelã.
A Fernanda, professora, organizou um encontro com as alunas de vários horários. Foi muito bom, divertido, proveitoso.



Fernanda ao centro, dando instruções para, utilizando os vários materiais, criarmos a lembrança para o amigo oculto que seria sorteado mais tarde.



O grande grupo antes da despedida, quase meia-noite...
Você também tem uma grande paixão???

11.30.2005

dois anos do lorenzo

Tudo pode acontecer quando se quer bem.
Temporal, enchente, mudanças nos vôos... mas tudo se tira de letra quando o homenageado é uma pessoinha muito especial.
É tão pequeno ainda mas tudo consegue com aquele jeitinho meigo de guri malandro... aquele olhar forte de quem sabe tudo... aquele sorriso que faz qualquer um rir junto com ele.
Avós são pessoas suspeitas pra escreverem sobre netos, mas quem melhor do que elas para fazerem isso???
Lorenzo mostrou o futuro quando pendurou o presente do "vovô mor" no pescoço e com os dedinhos grossos começou a mexer nos botões e fios da guitarra. Teremos outro músico na família?





Sempre ouvi dizer que além de corujas os avós são pais com açúcar.
Quem dera pudessemos afastar tudo o mal que existe por aí adoçando tudo para os netos.

11.21.2005

findi

O Valmor veio me buscar na sexta-feira às 18:30 e seguimos para N.Hamburgo onde o SINCOPEÇAS oferecia um jantar palestra. O palestrante, Daniel C. da Luz, uma pessoa muito conhecida mas apenas de nome, cativou os presentes. Conversei com vários funcionários da Pelle que há muito não via. Depois da palestra, enquanto eles foram tomar sorvete, nós continuamos nosso caminho seguindo viagem, pois nossos planos eram dormir na serra e pela manhã continuar ruma a Lages. Faltando 20 km para Nova Petrópolis, entortamos uma roda, perdemos o pneu e com o estepe vazio tivemos que seguir a "passos de tartaruga"... Chegamos bem tarde, dormimos e no sábado fomos procurar quem arrumasse roda com liga de aluminio. Seguimos para Caxias mas já pensando em voltar para Porto... Com tudo arrumado chegamos em Lages 14:30 e valeu o passeio apesar da correria. Encontrei minha mãe mais animada, com menos dor e contente pela visita.
Tanto na ida quanto na volta, o que mais chamou a atenção na estrada foi a quantidade de "maria-mole", uma planta que dá florzinhas amarelas, com um perfume forte. As abelhas fazem mel dessas flores, que é muito saboroso. Parecia até que alguém tinha semeado no campo...
Não era uma planta aqui ou ali, mas todas juntas formando um lindo tapete amarelo.







Abaixo do rio Pelotas, que divide os estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, construiram uma barragem e as águas do rio subiram tanto que não se vê mais o concreto da ponte velha que caiu quando eu e Valmor começamos a namorar. Lembro que ele servia o exército nessa época e passou mais de quinze dias trabalhando no transporte de um lado e outro do rio através de balsas.



A estrada permaneceu em obras durante mais de seis meses, pois além de desviarem-na foi levantada muitos metros.
A madeira das árvores que foram cortadas na região que foi alagada, parte dela se encontra na beira das estradas e rodovia. Imagino que deverá ser doada ou vendida...



Hoje o visual da região é outro. No lado catarinense começa a aparecer as primeiras construções de hotéis fazenda...



E o lazer já é outro. A antiga canoa é trocada por lanchas velozes que cortam as águas.
Esta barragem é a primeira de três que serão construidas na região.
E a pergunta fica no ar... e a gente ribeirinha??? e a flora e a fauna???
Até agora não ouvi e não li nada a respeito...

11.15.2005

feriadão da república

O tempo melhorou e depois de muitos, este final de semana foi com muito sol e calor. Resultado: a cidade ficou vazia... as pessoas aproveitaram o feriadão e foram abrir suas casas nas praias aqui próximas. Valmor viajou na segunda cedo para sampa, motivo: reunião de final de ano. Tomara que tenhamos boas novidades.
Em casa eu e Carmela nos divertimos cada uma com seus trabalhos. Aproveitei a folga e voltei a costurar. Pra quem estava tanto tempo longe da tesoura e da máquina até que rendeu um lindo modelito pra Ca. De tardinha resolvemos dar uma saida e pegar um cineminha - "O jardineiro fiel" - muito bom por sinal. Valeu a saida.
O Luigi me ligou e contou a ultima do Lorenzo - quando perguntam quantos aninhos ele vai fazer (faltam só doze dias) ele fica calado, não diz nada. Quando insistem - vc vai fazer dois? Ele responde ligeirinho - teis, cato.
O Gio me mandou fotos do jardim. A árvore grande já está sem folhas. Está tudo diferente.
Amanhã tenho aula de tear triangular pela manhã e de pente liço a tarde. Estou adorando as aulas e meus trabalhos. Mandei forrar o sofá da sala e resolvi tecer as almofadas novas. Logo mais fotos dos trabalhos. E o tempo pra todos os planos???

10.28.2005

uma relíquia...

Quando minha sogra faleceu em maio, eu disse que gostaria de ficar com a imagem de N.Sra. das Graças e com a cristaleira dela. Sempre tive vontade de ter uma . Das muitas vezes que viajei até Curitiba na casa da Isolda,sempre me via imaginando ter uma na minha sala de almoço com meus cristais.
Meu desejo foi passado para minha cunhada Rosa, que era a pessoa que morava com minha sogra.
A cristaleira ficou só no desejo, mas a N. Senhora, apesar de ter os dedinhos danificados me foi entregue. Levei-a para restauração, mandei raspar toda a pintura antiga e ela ficou do meu jeito.


Como estou fazendo aulas de tear, já consegui tecer um trilho para o aparador e mudei o visual do meu oratório


Cada vez que passo por ele (e são muitas vezes por dia) sempre peço a "ela" pra tomar conta das minhas jóias.

10.25.2005

uma pequena imitação

Esqueci de contar que no domingo pela manhã, relembrando os cafés do Gio e da Jena, o Luigi foi pra cozinha e nos preparou panquecas com morangos e syrup.
Tenho que dizer que não ficaram a desejar daquelas que comemos em Denver.

aqui não dá pra mentir...

Desde que voltamos de Ribeirão, isto há dez dias, tenho tentado escrever, mas as idéias que pintaram até agora foram tão mesquinhas, que, se as tivesse escrito, juro, estaria envergonhada.
Hoje a tarde perguntei pra Carmela se o Gio havia escrito a ela e a resposta foi sim, e com uma queixa de mim por não ter escrito a ele e nem postado nada da viagem.
Espero agora compensar...
Chegamos em Ribeirão às vésperas do feriado do dia 12 - dia da criança - fomos curtir nossa mais nova criança na família - Lorenzo.
Ele está muito esperto, falando quase tudo. É muito inteligente e também muito carinhoso.


Logo que chegamos os dois já se entrosaram, com um detalhe: o Lorenzo chamava o Valmor de "tio", influência da mãe.
Na quarta-feira fomos pra RECRA - clube de campo - e o pequeno não queria sair da piscina e do parquinho, e no parquinho só queria saber do escorregador.


De presente do papai e da mamâe ele ganhou uma piscina grande que o papai Luigi montou quando chegamos em casa. Vejam a festa...


Que alegria...
Ele já está indo na escolinha que se chama "Escola de Artes do Museu". O método está dentro do aprender através da arte.


Que concentração...


Que descontração...
Acima escrevi que ele é muito carinhoso, mas isto só acontece quando ele quer...


Quando no domingo estávamos nos despedindo,eu estava sentada na mesinha de centro e o Valmor estava do meu lado, eu tentava explicar a ele que vovô e vovó tinham que voltar pra casa e por isso eu queria um abraço. Ele saiu correndo pra sala de TV e eu pensei que voltaria para casa sem meu abraço.
Conversávamos com o Luigi e Adriany quando ele voltou correndo com os bracinhos abertos e num só abraço nos envolveu.
Como dizia a Carmela, "meu nariz começou a arder"...e a emoção não me deixou conter as rágrimas.
Há coração que resita???

9.23.2005

aqui é primavera lá é outono

Ontem por volta das dezenove horas teve início a tão esperada estação das flores. Tão esperada porque eu não aguentava mais tanto frio. Eu e Valmor passamos o findi em Lages e pra variar todas as vezes que pensamos em ir pra lá o tempo já começa a mudar e esfriar. Foi um findi com muita chuva e frio.
Mas a primavera começou como manda o figurino... muito sol. Dizem os entendidos (e olha que eles têm errado feio) que amanhã pra domingo chove de novo por aqui.
Ah! deixa pra lá!
Hoje já deu pra pintar algumas coisinhas. A Alice (uma amiga) já está fazendo os presentes para o Natal e pediu a minha ajuda...
Com o feriado de terça ainda não consegui colocar meus serviços rotineiros em dia... ainda quero fazer mais um pouco de trico porque a tal blusa do Valmor daqui uns dias faz aniversário. eheheh
Nós aqui saindo do frio e o Giovane e Jena em Denver, entrando no frio.
Um dia desses o Gio me mandou umas fotos atuais do jardim. Depois que voltamos muita coisa cresceu... o laguinho está tomado por plantinhas aquáticas.
Nossa, como aquilo tudo está mudado.



Assim estava logo depois que voltamos ...



Assim está hoje
Daqui a alguns meses, tudo vai estar coberto pela neve.

9.16.2005

tradição = vida

Aqui no sul tudo que está relacionado à tradição tem um valor especial e é lembrado com carinho.
Estamos em plena Semana Farroupilha (encerra no dia 20) e a vida da cidade gira em torno do recordar. Ontem em um pequeno flash que assisti na TV, um senhor de idade avançada dizia: -"Falam que nós lutamos para nos separarmos do Brasil, mas não foi bem isso que aconteceu... Lutamos para que o estrangeiro não tomasse conta de nossas terras."
Se você vai até o centro da cidade, poderá ver nas repartições públicas homens pilchados (vestidos de gaúcho) como manda a tradição. E esse costume já está também acontecendo no comércio, nas lojas...
No Parque da Harmonia há uma semana, estão acampados vários piquetes. Não tem frio nem chuva que prive essa gente de viver seus costumes - tomar chimarrão, comer carreteiro, ouvir uma moda de viola ou uma trova de repente. E no dia vinte encerramento da festa, o ponto alto será o desfile de cavalos e cavaleiros.
Vou aproveitar o feriado de terça e dar um pulo em Lages visitar minha mãe.

9.13.2005

o tempo já não é mais o mesmo

Lembro que quando eu era criança, ouvia os mais velhos dizerem (mesmo sem terem acesso aos nossos meios de comunicação) - "amanhã teremos chuva".
Hoje é impossível arriscar uma previsão de tempo, porque mesmo acompanhando a midia corremos o risco de nos enganar.
Estamos praticamente as vésperas da primavera e por aqui está o maior frio. São Joaquim, cidade catarinense, registrou o maior frio com neve desde 1975.
Por aqui também em algumas cidades como São Francisco de Paula o termômetro marcou abaixo de zero.
Amanhã é dia de hidro mas com este frio e chuva que está prometendo, acho que vou ficar um pouco mais embaixo das cobertas.

9.10.2005

uma guinada geral...

Muito tempo sem escrever...
Primeiro porque o desânimo baixou por aqui e junto com ele, dores, alergias, um monte de coisas que começaram a aparecer com a idade. Não que isso deva ser motivo pra se parar de escrever... mas me deixaram irritadae bem pra baixo.
Hoje, o pé apesar da dor está sob controle. Vou segunda-feira ao fisiatra pra marcar as fisioterapias. A alergia que como disse Dr. Camilo já é um caso crônico, está sendo pesquisada e controlada.
Além da minha hidro três vezes na semana, voltei a fazer minhas caminhadas e a convite de uma amiga me matriculei no yoga.
De atividades físicas acho que está bom.
Quero fazer um curso de patchwork. Tem uma loja aqui pertinho de casa que vai começar.
Preciso agora encontrar quem queira comprar pinturas em seda ou querer que eu as pinte, assim a vida volta ao normal.
Enquanto isso tudo não acontece, me divirto com os ciúmes da Kika com o Cookies, faço meu trico (estou produzindo um sueter para o Valmor que já deveria ter acabado) e faço técnica vocal.
Sábado retrasado tivemos uma apresentação num "Jantar Italiano" na paróquia o que nos rendeu cantarmos em um casamento no final do mês de outubro.
As fotos não ficaram muito nítidas mas já da uma amostra do grupinho.
Da esquerda para a direita: Jaime, Wilian, Clara, Mirna, eu, Ana e Ione nossa maestrina.

8.14.2005

dia dos pais

Essas datas sempre fazem com que a gente relembre pessoas que já partiram... e hoje eu estava a fazer contas que idade meu pai teria se não tivesse partido tão cedo.
Não tenho muitas lembranças dele, pois era um homem muito enérgico e isto fazia com que, nós filhas, nos afastássemos ou procurássemos mais a companhia da mãe, pessoa mais dócil e compreenssiva. Talvez pelo fato de tê-lo perdido muito cedo, na época eu tinha apenas 13 anos, as lembranças são poucas. Mas gostaria que ele tivesse a oportunidade de conviver com meus filhos, seus netos...
Hoje aqui em casa foi muito especial porque as homenagens ao "papai" começaram cedo.
Teve telefonema, bolo de chocolate da lis, com direito a charutos e taça de vinho. Mas o que mais emocionou o meu marido, foi a foto que chegou via internet.

8.13.2005

tudo é questão de tempo

Depois que voltamos de Denver, e já faz um bom tempo, muitas coisas aconteceram.
A Carmela voltou de São Paulo. Não me pergunte como, porque não saberia responder. Como o tempo é o melhor remédio pra todos os males, inclusive os do coração, ele tem sido nosso parceiro.
Com ela veio o Cookies, "meu neto", um cachorro que só falta falar. Dócil, obediente e nosso melhor amigo e companheiro. Ele tem sido a companhia constante da Ca pra tudo e isso tem feito um bem enorme a ela. Como ela se propos competir com ele, estão fazendo aulas todas as terças e quintas.
E eu como avó coruja, fico torcendo. Logo ele estará vencendo os obstáculos. Tudo é só uma questão de tempo...
Depois que voltamos, a saudade de Giovane ficou maior além de que agora ainda sinto falta da Jena
As vezes me pego pensando nos dois, imaginando o que estão fazendo. Ah, se não fosse tão longe, a gente até que poderia dar uma esticada de vez em quando. O jeito é esperar por eles, tudo é questão de tempo...

6.28.2005

um casamento mágico

Como em todos, este também teve as compras... as arrumações... os preparativos...
O dia estava lindo, o céu de um azul muito limpo. No jardim, as plantinhas mostravam toda sua satisfação. Os peixinhos e as tartaruguinhas, no laguinho, aproveitavam o remanso da água.
A grama de um verde claro muito vivo estava pronta para receber as primeiras pisoteadas e a amoreira soberba sabia da importância de sua sombra para tão importante acontecimento.
Gio a esperava cantarolando ao vilão. Com certeza era alguma música que dizia muito para os dois pois ele a cantou em português e Jena sabia o que estava ouvindo.
Rodeados de familiares e amigos, disseram "o sim".
Tudo muito simples mas ao mesmo tempo muito lindo.
E a emoção que tomou conta de nossos corações permanecerá conosco para sempre.

6.24.2005

familia unida

Junho de 1996
Giovane vai para os Estados Unidos. Lembro que no início, quando o contato ainda era por telefone, o tempo máximo sem notícias que podíamos aguentar era de três semanas. Depois tudo foi facilitado pela internet. Coisa bem boa que inventaram!!!
Muitas foram as vezes que fizemos planos de visitá-lo...
Nove anos passaram...
Junho de 2005
Não lembro mais se era manhã ou tarde, mas lembro que o coração batia forte no peito.
A familia Valmor Toninelo estava junto novamente depois de tanto tempo